Contexto
Produtos Xbox e hardware Microsoft chegavam ao Brasil já lacrados, vindos da distribuição internacional. Isso impedia a inserção física de códigos promocionais de DLC (conteúdo extra de jogos) — prática que, em outros mercados, aumentava significativamente as vendas ao redor de lançamentos como o Forza, com carros e trilhas sonoras exclusivas como incentivo de compra.
Desafio
Criar um mecanismo de resgate de DLC sem depender da cadeia física de distribuição, replicando o efeito de incentivo à compra já validado em outros mercados — sem gerar custo operacional de reabertura de embalagem em escala.
Solução
Desenvolvi um programa de resgate digital: o cliente enviava a nota fiscal ou cupom de compra, e um sistema com OCR e leitura de código de barras/QR Code validava a compra automaticamente, vinculando-a a uma conta Xbox e gerando o código de DLC. Produtos de segunda mão eram automaticamente excluídos, garantindo integridade do programa.
Execução
- Piloto de uma semana com lojas selecionadas antes do rollout nacional
- Expansão para todas as principais varejistas do país: Amazon, Americanas, Submarino, Mercado Livre, entre outras
- Dashboards em tempo real conectados a um data lake, monitorando volume por loja, produtos mais resgatados e performance geral
- Dados compartilhados continuamente com os times internos de Hardware, Xbox e Parceiros para orientar decisões comerciais
Resultado
Programa ativo por mais de 3 anos e meio, com adoção consistente por múltiplas redes varejistas nacionais. Encerrado não por queda de performance, mas porque a distribuição de códigos de DLC passou a ser feita de outra forma globalmente.
Boa correção — isso muda o enquadramento e fica mais honesto (e, na real, mais forte: você coordenando dev, arte, produto, segurança/privacidade e parceiros ao mesmo tempo é uma prova melhor de liderança do que se tivesse codado sozinho). Aqui vão as versões ajustadas, já com a linha de Função/Tecnologias:
Português
Programa de Resgate de DLCs — Xbox/Microsoft Brasil
Função: Gestão de Programa e Coordenação Multidisciplinar
Tecnologias: .NET · SQL Server · API Xbox · OCR · Inteligência Artificial
Entre 2012 e 2015, aproximadamente, identifiquei que, em outros mercados, o resgate de DLCs (conteúdo extra de jogos, como carros e trilhas sonoras exclusivas em lançamentos como o Forza) estava gerando aumento direto de receita — o conteúdo digital funcionava como incentivo de compra do produto físico. No Brasil essa prática não existia, porque os produtos Xbox e o hardware Microsoft chegavam ao país já lacrados, vindos da distribuição internacional, tornando inviável abrir a embalagem, inserir um código e refechar em escala.
Idealizei e liderei a criação de um programa de resgate totalmente digital para resolver esse gargalo sem depender da cadeia física: o cliente enviava a nota fiscal ou cupom de compra, e um sistema desenvolvido em .NET com banco SQL Server, integrado diretamente à API do Xbox, usava OCR e leitura de código de barras/QR Code para validar a compra automaticamente, vincular à conta Xbox do cliente e gerar o código de DLC correspondente. Já aplicávamos Inteligência Artificial ao processo — anos antes do tema se popularizar no mercado — tanto no reconhecimento de documentos quanto na validação antifraude. Produtos de segunda mão eram excluídos por design, preservando a integridade do programa.
Atuei como ponto central de gestão do projeto, coordenando as equipes de desenvolvimento, arte, produto e processos, além de interlocução direta com os times de segurança, privacidade e parceiros comerciais. A validação começou com um piloto de uma semana em lojas selecionadas, antes da expansão nacional para as principais redes varejistas do país — Amazon, Americanas, Submarino e Mercado Livre, entre outras. Todo o fluxo alimentava dashboards em tempo real conectados a um data lake, monitorando volume por loja, produtos mais resgatados e performance geral, com dados compartilhados continuamente com os times internos de Hardware, Xbox e Parceiros para orientar decisões comerciais.
O programa rodou por mais de três anos e meio com adoção consistente em múltiplas redes varejistas nacionais. Foi encerrado não por queda de performance, mas porque a distribuição de códigos de DLC passou a ser feita de outra forma globalmente — um lembrete de que a vida útil de um canal pode depender de variáveis fora do controle direto de quem o constrói.